Hoje enquanto fazia umas das minhas diárias viagens de
metro, apercebi-me que estava com uma expressão carrancuda. Não estava chateada
nem tinha nenhuma razão para assim estar, simplesmente estava. Lembrei-me de
olhar para as outras pessoas que, tal como eu, viajavam pelo mundo subterrâneo
e reparei que elas também tinham todas a tal expressão carrancuda, toda a gente
muito cabisbaixa, com ares pensativos, todas muito compenetradas nas suas vidas
e nas suas coisas. Ninguém sorri, e isso entristeceu-me. Ninguém mostra um
pingo de simpatia para com os outros. O contacto com outras pessoas limita-se a
‘’peço desculpa’’ e ‘’com licença’’ entre empurrões e encontrões. Um milhão de
perguntas e respostas atacaram a minha cabeça na tentativa de arranjar uma
desculpa para toda esta falta de alegria nos rostos das pessoas. ‘’Se calhar é
porque ainda é cedo’’, ‘’Talvez não tenha dormido bem’’, ‘’Será que é por estar
desempregado/a?’’, ‘’Ou então morreu algum familiar’’. Eu entendo que haja
muita gente que não tenha qualquer motivo para sorrir ou para estar contente,
por ser cedo, por pensarem que têm mais não sei quantas horas de trabalho e
chatices pela frente, porque quando chegarem a casa têm que fazer o jantar ou
tratar dos filhos, já para não falar da falta de dinheiro e por tantas outras
coisas que as deixam mais em baixo mas não custa nada por um sorriso na cara. E
as pessoas ficam tão mais bonitas quando sorriem! Dá uma sensação de bem-estar,
de conforto e de proximidade entre as pessoas. SORRIAM! Não vamos contribuir
para uma sociedade de pessoas tristes e sisudas. Pus logo um sorriso na cara. E,
embora eu fosse das únicas pessoas a sorrir, senti-me bem porque senti que o
meu sorriso estava a contribuir para que o nosso país seja um país onde a
felicidade não tem que ser uma utopia.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
Sem ti não existo eu.
Sabes qual é o meu maior sonho? É ter contigo a vida com que
sempre sonhamos. É ser feliz ao teu lado, só tu e eu. É partilhar as lágrimas e
os sorrisos. É saber que és meu, só meu e que nada nem ninguém te vão tirar de
mim. É sentir-me segura contigo, sentir-me amada e desejada. É poder beijar-te,
sentir os teus lábios, o teu corpo, a tua respiração, o bater do teu coração. É
mergulhar no azul profundo dos teus olhos e perder-me lá para sempre. É ouvir
no silêncio da noite e num sussurro sincero um ‘amo-te’ que me arrepia. É ter a
certeza do final feliz que parece nunca mais chegar. Por vezes as forças faltam
e a tristeza é quem se apodera de mim. Espero e continuarei a esperar com a
esperança de que tudo acabará rápido e que dias melhores viram. E aí sim… Aí
poderei ter a certeza que atingi a felicidade, aí poderei ter a certeza de que
és meu e de que contigo nada de mal me pode acontecer. Sem ti eu sou apenas uma
gota de chuva no meio de tantas outras. Contigo sim, sou especial. Porque sem
ti… Sem ti não existo eu.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Doce Infância
Lembro-me dos tempos de criança,
quando tudo era simples e puro. Uma brincadeira. Quando um passarinho ou uma
borboleta eram seres com uma beleza inigualável, voavam tão livremente. Também
um dia queríamos ser como eles e voar até ao sol, deitarmo-nos e brincarmos nas
nuvens brancas como algodão. Correr no jardim atrás de uma bola ou daquele
amigo ou amiga mais especial. Olhar o mundo com uma ingenuidade e pureza
próprias da tenra idade. A vontade de crescer, de ser grande, ter sapatos altos
como a mãe, ter um carro e uma casa só nossa, ser o melhor policia, o melhor
médico ou a melhor professora e pensar que o único problema que tínhamos na
vida era termos de comer a sopa e os legumes ao jantar.
Hoje penso: O que é feito dessas
crianças? O que é feito da ingenuidade, da pureza e da simplicidade? O que é
feito das corridas no jardim, do sonho de voar, do polícia, do médico, da
professora e do amigo que connosco brincava?
Apercebo-me que todas estas
coisas continuam lá e continuam tão maravilhosas como quando eram antes, a
idade, por vezes, é que muda as pessoas, faz-nos perder valores tão bons que
tínhamos quando éramos crianças. Será que algum dia os vamos recuperar? Ou será
que vamos continuar a desprezar a beleza das coisas simples que nos rodeiam?
Continuar a andar carrancudos e não mostrar um mero sorriso às pessoas que por
nós passam?
No fim disto surge-me apenas uma
pergunta: Será que a criança que foste tem orgulho da pessoa que és?
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