segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Doce Infância


Lembro-me dos tempos de criança, quando tudo era simples e puro. Uma brincadeira. Quando um passarinho ou uma borboleta eram seres com uma beleza inigualável, voavam tão livremente. Também um dia queríamos ser como eles e voar até ao sol, deitarmo-nos e brincarmos nas nuvens brancas como algodão. Correr no jardim atrás de uma bola ou daquele amigo ou amiga mais especial. Olhar o mundo com uma ingenuidade e pureza próprias da tenra idade. A vontade de crescer, de ser grande, ter sapatos altos como a mãe, ter um carro e uma casa só nossa, ser o melhor policia, o melhor médico ou a melhor professora e pensar que o único problema que tínhamos na vida era termos de comer a sopa e os legumes ao jantar.
Hoje penso: O que é feito dessas crianças? O que é feito da ingenuidade, da pureza e da simplicidade? O que é feito das corridas no jardim, do sonho de voar, do polícia, do médico, da professora e do amigo que connosco brincava?
Apercebo-me que todas estas coisas continuam lá e continuam tão maravilhosas como quando eram antes, a idade, por vezes, é que muda as pessoas, faz-nos perder valores tão bons que tínhamos quando éramos crianças. Será que algum dia os vamos recuperar? Ou será que vamos continuar a desprezar a beleza das coisas simples que nos rodeiam? Continuar a andar carrancudos e não mostrar um mero sorriso às pessoas que por nós passam?
No fim disto surge-me apenas uma pergunta: Será que a criança que foste tem orgulho da pessoa que és?

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